Município de Itumbiara cresce de 1,56 para 1,57 na distribuição do ICMS em Goiás, diz dados do IPM final 2025 do Coíndice
Economia
O Conselho Deliberativo dos Índices de Participação dos Municípios (Coíndice) aprovou por unanimidade, Na terça-feira, 16, o Índice de Participação dos Municípios (IPM) de 2025, que vai valer para o ano de 2026. O período base para o cálculo foram dos anos de 2023 e 2024.
O IPM corresponde a 25% do ICMS arrecadado mensalmente pelo Estado e é distribuído aos municípios com base em critérios definidos em lei, sendo 70% do Valor Adicionado Fiscal VAF, 10% igualitário, 10% da Educação, 5% da Saúde e 5% do critério Ecológico.
Depois de uma queda no IPM de 2024, que criou novos critérios na Educação e Saúde, o município de Itumbiara caiu de 1,70 para 1,56 na distribuição do ICMS que valeu para o ano de 2025, o que representou uma queda na arrecadação neste ano que pode chegar a R$ 4 milhões, já que arrecadou R$ 123,6 milhões em 2024 em uma distribuição de R$ 7,3 bilhões e até o último dia deste mês poderá chegar a R$ 119 milhões para uma distribuição de R$ 7,6 bilhões pelo Estado de Goiás.
Com um acréscimo no valor adicionado da Indústria em cerca de R$ 336 milhões e na Agropecuária de R$ 85 milhões no ano de 2024 em relação a 2023, segundo dados do Coíndice, o município conseguiu avançar no IPM de 2025 de 1,56 para 1,57, o que pode levar a uma arrecadação de ICMS em R$ 125 milhões no próximo ano, com estimativa de distribuição pelo Estado de Goiás de R$ 8 bilhões, correspondente a 25% do ICMS Arrecadado.
O aumento do valor adicionado na Indústria, compensou as quedas no Comércio e agricultura, além das reduções no ICMS Ecológico de 0,022 para 0,019 e na educação de 0,10 para 0,098. O município manteve o mesmo índice do ICMS na saúde de 0,076 e na parte igualitária mais 0,040 distribuídos a todos municípios, cuja soma correspondeu ao IPM final de 2025 em 1,57.
Para a apuração do próximo ano, o município poderá incrementar mais o ICMS, já que o valor adicionado de 2024 chegou a 1,94 e que representa 70% de todo o IPM, que deverá somar ao de 2025 para apurar a média em 2026 e valer para 2027. No IPM de 2024, a média foi de 1,32 e neste ano de 1,33.
Itumbiara volta a oitava posição
Goiânia tem a maior participação no ICMS em Goiás com IPM de 13,24, seguido de Rio Verde com 5,69, Aparecida 5,53 e Anápolis com 4,57, único que apresentou queda nos primeiros 4 colocados. Senador Canedo, apesar de um PIB menor que Catalão, Jataí e Itumbiara, possui maior IPM com 4,42, por possuir uma base de distribuição de produtos derivados do petróleo. Catalão e Jatai apresentaram quedas no IPM, mas seguem na sexta e sétima posições. Itumbiara com 1,57, ultrapassou Luziânia, que ficou com 1,52.
A reunião de aprovação, presidida pelo secretário da Economia, Francisco Sérvulo Nogueira, contou com a participação da secretária-adjunta Renata Lacerda Noleto, do subsecretário da Receita Estadual Wayser Luiz Pereira, dos conselheiros Amilton Batista de Faria, Veter Martins Morais e Virmondes Cruvinel, e dos prefeitos Kelson Souza Vilarinho de Caçu, Renato de Castro de Goianésia e Cleber Junio de Souza de Nova América.
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