A FUNDAÇÃO DE SANTA RITA DO PARANAÍBA EM 2 DE AGOSTO DE 1852

História local

A FUNDAÇÃO DE SANTA RITA DO PARANAÍBA EM 2 DE AGOSTO DE 1852
A FUNDAÇÃO DE SANTA RITA DO PARANAÍBA EM 2 DE AGOSTO DE 1852 (Foto: Reprodução)

Nilson de S. Freire

Mestre em história pela PUC-GO, Licenciado em História pela UEG

Mestre em Ciências jurídico-políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra


Para entender como se deu a criação da Freguesia de Santa Rita do Paranaíba em 2 de agosto de 1852, que pode ser entendido como um marco de fundação da atual cidade de Itumbiara e que completa 174 anos neste domingo (2/8/2026), é importante entender as conexões do território em que se formaria a cidade antiga de Santa Rita do Paranaíba e que se chamaria Itumbiara, a partir de 1944, com os arraiais , Vilas e Freguesias do Sertão da Farinha Podre, onde se encontrava Uberaba, assim como do Sul da Província de Goiás nas primeiras décadas do século XIX, em que se despontava como comarca, a Freguesia e vila Santa Cruz.

Por não ter qualquer documento que confirme uma propositura do Marechal Raimundo José da Cunha Mattos, então Marechal das Armas da Província de Goiás entre 1823 e 1824, assim como deputado provincial entre 1826 e 1833, não se leva em consideração nesta investigação sua indicação como fundador. Embora ainda permaneça informado em alguns espaços e publicações, como do próprio município por meio de suas redes de comunicação. Tal afirmação necessita de revisão histórica, conforme demonstra em pesquisa, os historiadores Josmar Divino Ferreira e Antônio César Caldas Pinheiro, ocasião em que revelaram o nascimento do mito em 1919 pelo jornalista Moisés Santana, que morou em Santa Rita do Paranaíba no período e contou que a fundação teria ocorrida 95 anos antes daquela data em que estava habitando Santa Rita do Paranaíba.

Como ponto inicial para origem da fundação, utiliza-se a denominação de uma estrada nova de Uberaba para Anicuns, que tinha origem na chamada Estrada do Anhanguera em Uberaba, na região do Triângulo mineiro, na época denominada de Sertão da Farinha Podre, que pertenceu a capitania de Goiás entre 1748 e 1816. A estrada interprovincial passava em um ponto no Rio Paranaíba entre os rios Corumbá e Meia Ponte e tinha ponto final no Arraial de Anicuns, razão pela qual encurtava o caminho para chegar a capital da província de Goiás, que era a cidade de Goiás. 

Um documento da primeira arrematação do Porto do Paranaíba em 1835 por um fazendeiro chamado Cândido Rodrigues de Paiva, nesta estrada nova no ponto que deu a povoação e que daria origem a uma data que poderia ser considerada como fundação, que foi a criação da Freguesia de Santa Rita do Paranaíba em 1852. Depois do Porto, a história registrou a criação de uma capela de invocação a Santa Rita de Cássia a partir de 1842 com a doação de terras a Santa Rita, capela que era ligada a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo dos Morrinhos, criada em 1845. Outro registro com documentos obtidos por Pinheiro e Ferreira, trata do da criação do Distrito de Paz de Santa Rita do Paranaíba de 1849, ligado a Comarca de Santa Cruz de Goiás, que já era Vila desde 1833 e contava com uma Câmara de Vereadores, nos moldes tratados pelas organização administrativa e territorial de Portugal e se tornou comarca pela importância na região Sul da província goiana. 

Deve-se atentar para entender nesta conexão de Santa Rita do Paranaíba com a Freguesia de Uberaba, a Vila de Santa Cruz, a Freguesia de Morrinhos e também a ligação com o Arraial de Anicuns, que é necessário entender os termos da organização administrativa, judicial e eclesiástica, como Arraial, Distrito de Paz, Vila, Comarca, Capela e Freguesia, que se faz por meio de notas no final do artigo. Não se utilizava na época, a denominação de município , que era substituído pela expressão Vila.

Em relação aos termos utilizados, leva-se em consideração também, que a Constituição de 1824 determinava que o Império teria a divisão em Comarcas e estas em Distritos e estes, em Termos , que atenderia os limites naturais, e igualdade de população quando possível. A primeira denominação oficial e a determinação dos limites territoriais de Santa Rita do Paranaíba, foi feita por meio da criação do Distrito de Paz em 1849, ligado a Comarca e Vila de Santa Cruz.

Embora, ainda não se encontrou documentos oficiais que indiquem atos da Colônia ou Império de autorização para construção da estrada Nova interprovincial de Uberaba a Anicuns e do Porto do Paranaíba, deve se destacar o papel do arraial, freguesia e Vila de Uberaba. Pode ter ocorrido a construção da estrada no Sertão da Farinha Podre, até 1816 pertencente a capitania de Goiás e após a Minas Gerais, que já haviam trilhas, e picadas, que se transformaria em uma estrada, e que certamente contou com a influência da chegada do Major Antônio Eustáquio de Oliveira e Silva em 1806 a região, que também chamado de sargento Mor, foi reconhecido como fundador de Uberaba e que fez várias expedições na região do Sertão da Farinha Podre, chegando até o ponto onde seria teria origem Santa Rita do Paranaíba, tendo ocorrido pela primeira vez em 1810.

Assim como a fundação da maioria das vilas na Colônia e no Império, Uberaba começou com a construção de uma capela por volta de 1812 e a elevação a Freguesia em 1820. A Freguesia seria elevada a Vila em 1836. 

As expedições do Sargento Mor Antônio Eustáquio de Oliveira e Silva, que teria chegado na região onde seria erguida Santa Rita do Paranaíba, pode ter originado trilhas e picadas, que se transformaria na Estrada nova até a divisa com a Província de Goiás. 

A partir do Porto do Paranaíba, já na Província de Goiás, também foram criadas trilhas e se tornou estrada até Anicuns, o que tornou a distância menor até a capital da província de Goiás e abriu espaço para expansão comercial da região. Não foram encontrados os documentos referente a criação da Estrada Nova de Uberaba para Anicuns e também do Porto do Paranaíba durante o Império, razão pela qual ainda é uma lacuna a ser preenchida na história de Itumbiara.

Em relação a Freguesia e Vila de Santa Cruz em Goiás, a qual pertencia o Porto, a Capela, o Distrito e Freguesia de Santa Rita do Paranaíba, pela importância na região, também foi denominada de Julgado e Comarca, localizado no território entre o Rio dos Bois e Paranaíba, na região Sul. Pela grandeza que representava na região, na organização judiciária, foi considerada uma comarca , por ser a mais importante da região e correspondia à jurisdição dos ouvidores, magistrados com diversas atribuições. Santa Cruz se tornou Vila desde em 1º de abril de 1833, cujo título de era dado ao mesmo tempo em que adquiriam o direito de se autogestão, ou seja, possuir uma câmara, com seu território de jurisdição (termo) e com rendas próprias.

Antes de se tornar Freguesia e Vila, Santa Cruz e outras pequenas povoações, eram chamadas de Arraial. Antes de tornar Freguesia, maior categoria administrativa e eclesiástica que adquiriu Santa Rita do Paranaíba, possuía uma capela simples a partir de 1842, ligada a Freguesia de Morrinhos, que pertenciam a Vila de Santa Cruz. O Julgado de Santa Cruz, criado em 1809, era o maior do Sul de Goiás e possuia mais de 800 roças, engenhos, teares e alguns profissionais, oleiros, pedreiros, carpinteiros, alfaiates.

O território de Santa Cruz, era um dos maiores da província de Goiás e estava localizado entre o Rio dos Bois até a divisa com Minas Gerais. Santa Cruz foi elevada a Vila em 1º de abril de 1833 e a cidade em 29 de agosto de 1884. A denominação de Freguesia, se deu nos tempos da mineração em 21 de setembro de 1759, com invocação a Nossa Senhora da Conceição. A fundação é considerada em 27 de agosto de 1729, quando passou pelo local, o bandeirante Manoel Dias da Silva, que em agradecimento por ter encontrado muito ouro, parou para alojar no local, onde ergueu uma cruz e posteriormente construída uma Capela.

Já a conexão com a história de Morrinhos, que também estava ligado a Vila de Santa Cruz, inicialmente teve a capela Curada em invocação a Nossa Senhora do Carmo, foi distrito de paz e em 1845, se tornou Freguesia. Em 1855, foi elevada a Vila com o nome de Vila Bela do Paranaíba, da qual passou a fazer parte a Freguesia de Santa Rita do Paranaíba até 1859. O Porto do Paranaíba surgiu no distrito de paz de Nossa Senhora do Carmo dos Morrinhos, pertencente a Freguesia e Vila de Santa Cruz.

Sobre Anicuns, ponto de chegada da Estrada Nova que começou em Uberaba, por volta de 1830, era apenas um Arraial, denominado em 1841 como distrito e teve a elevação a Vila em 7 de junho de 1911. Segundo a Corografia histórica de Raimundo Cunha Matos, o Arraial estava a 13 léguas e meia ao sudeste da Cidade de Goiás e teve princípio no ano de 1809. 

Segundo Coelho e Bicalho, o Marechal de Armas de Goiás Cunha Matos no relato de seus itinerários na província de Goiás, que em Anicuns, um certo Luciano encontrou uma riquíssima pedreira, de onde, por diligências de Salvador Mariano, tiraram-se quantidades prodigiosas de metal do toque de 20 quilates. Este arraial tinha por volta de 1824, cerca de 189 casas e a igreja de São Francisco de Assis fundada por Dom Francisco de Assis Mascarenhas, Conde da Palma, governador e capitão geral desta província na época da descoberta da riquíssima pedreira de que se trata. O Marechal informou ainda que o arraial ficava próximo ao ribeirão dos Bois, que caia no rio Turvo e que entrava no Corumbá. Os habitantes do distrito eram lavradores e haviam nas vizinhanças 6 chácaras e 75 fazendas de agricultura e criação. Ao sul de Anicuns estavam as grandes fazendas da campanha em que haviam grande quantidade de gado.

Pouco se há historiografia, sobre os primeiros ocupantes do território onde surgiria Santa Rita do Paranaíba. E como no Brasil antes da chegada dos portuguese, habitavam povos indígenas da área compreendida entre os Rios Grande e Paranaíba no Sul de Goiás. Os indígenas, inicialmente começaram a ser aprisionados e expulsos muitos antes da criação da estrada nova de Uberaba para Anicuns e o Porto do Paranaíba, principalmente no período da mineração. 

Em 1835, quando o Porto do Paranaíba foi arrematado por Cândido Rodrigues de Paiva , já não existiam os Kaiapós do Sul na região. Estes indígenas eram ligados ao tronco linguístico Macro Jê. Há relatos, conforme demonstra Fonseca, que ocorreram confrontos entre os bandeirantes e indígenas, quando da ocupação da capitania de Goiás na Busca do Ouro. Os indígenas ocupavam há séculos o local e no período da mineração, foram feitos alguns aldeamentos, como em 1752, chamado de Rio das Pedras e que estava localizado em Cascalho Rico na capitania mineira, que tinha principalmente os indígenas Bororós, que lutavam a favor dos bandeirantes contra os Kaiapós, principalmente ao longo da Estrada do Anhanguera. Os aldeiamentos, eram utilizados como pouso de tropas e local para iniciar incursões na área. Um dos bandeirantes que atuou na luta contra os Kaiapós do Sul, foi Antônio Pires de Campos no Aldeamento junto ao Rio das Velhas, hoje Rio Araguari. Primeiro, o conflito era ligado ao apresamento e escravização e depois passaram de ser realizado pela disputa do território, quando passou a ser ocupado pelos fazendeiros, demonstra Fonseca.

Nestes conflitos entre os povos que chegavam a sertão da Farinha Podre e ao Sul de Goiás, Fonseca mostra que por volta de 1809, o governador de Goiás Marquês de São João da Barra nomeou o Major Antônio Eustáquio da Oliveira e Silva, o fundador de Uberaba, como comandante regente do Sertão da Farinha Podre. 

Em Uberaba, existia um aldeamento dos indígenas Bororós, que lutaram contra os Kaiapós do Sul no período da mineração no século XVIII. Considerado fundador de Uberaba, o major Antônio Eustáquio de Oliveira e Silva, que deixou o julgado de Desemboque (hoje Sacramento rumo ao Oeste), em 1819, foi nomeado pela Coroa Portuguesa como Juiz das sesmarias, que poderia organizar a divisão das terras do Sertão da Farinha Podre. 

Em 2 de março de 1820, foi criada a Freguesia de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba, data que foi considerada como fundação da cidade e que completou 206 anos neste ano. Quando da possível criação de um Porto no Rio Paranaíba, onde seria povoado Santa Rita do Paranaíba, a Freguesia de Uberaba chegava a 700 casas e se tornaria em 22 de fevereiro de 1836, uma Vila, chamada de Vila de Santo Antônio de Uberaba. Em 2 de maio de 1856, foi elevada a categoria de cidade .

Os indígenas foram perdendo áreas de suas aldeias e o Sertão da Farinha Podre ia sendo povoado e criadas freguesias e Vilas. Por esta razão, no povoamento de Santa Rita do Paranaíba, não se encontraram os indígenas Kayapós do Sul.

A Capela e a Freguesia de Santa Rita do Paranaíba

A denominação que recebeu o Arraial de Santa Rita do Paranaíba, se deu segundo o Cônego Theophilo José de Paiva, por um voto que feito por volta de 1840, quando um fazendeiro da região chamado João Rodrigues programou que iria envidar esforços para construção de uma capela em louvor a Santa Rita do Paranaíba, caso o irmão chamado Antônio Rodrigues, que se encontrava enfermo, fosse curado. Obtido a graça, fez os esforços e a Igreja Católica obteve a comprovação da doação de terras por Joaquim Bernardes da Costa em janeiro de 1842, obtido em cartório do primeiro ofício em Goiás em 1870, conforme demonstra Ferreira e Pinheiro.

A Capela ainda quando da criação da Freguesia em 1852, encontrava-se ainda em construção e foram enviadas ajudas do governo da Província para que se transformasse em uma Paróquia, que foi possível a partir de 1855. 

A Freguesia de Santa Rita do Paranaíba foi criada em 22 de agosto de 1852 e tinha os mesmos limites que foram dados ao Distrito de Paz de Santa Rita do Paranaíba, quando ainda era uma Capela.

Só foi oficialmente instalada em 1855, quando a Capela se tornou um Paróquia e foi nomeado Padre Félix Fleury do Amorim, que exerceu o ofício até 1883. Padre Félix chegou a pedir uma transferência para Patos de Minas em 1861 e teve resposta negada em 26 de junho de 1861, porque só era possível a troca com outro padre e não a simples transferência. Foi respondida pelo Ministério dos Negócios do Império a Diocese de Goiás, por contrariar as leis do Império.











Anexos

1 – Título de doação de terras a Santa Rita de Cássia

1842 - Titulo de Doação do Patrimonio de Agua Suja - “Digo, eu Joaquim Bernardes da Costa que, entre os bens de que sou senhor, e possuidor com livre e geral administração hé bem assim huma sorte de terras de cultura e campos de criar da parte do Ribeirão Agua Suja com a mata, em costada ao Rio Paranahyba divisando com o Patrimonio do Porto, e com a istrada que vae para a Caxoeira e por esta fora até o ispigam que diviza com Adão Rodrigues e por este abaixo até feixar o Paranahyba. Cujas sortes de terras acima dito sem constrangimentos de pessoa algua, Dôo a Senhora Santa Rita para seu Patrimonio segundo a Capella que se pretende levantar auxiliado pelos Procuradores Adão Roiz João Roiz de Souza e André dos Santos Pimenta” n'este ponto está o titulo rasgado faltando um pedaço correspondente a quarta parte da lauda de papel e estando pouco legivel a ultima palavra “Pimenta”. Continua no pedaço seguinte: “ou clausula que duvida faça os dois por expreça, pesso o rogo ás justiças do nosso soberano que de a estege todo o rigor como se fosse iscritura publica, e por ser verdade mandei passar a presente que só firmo em paz, a das attas abaixo assignada. Porto do Paranahyba, 11 de Janeiro de 1842. Ass. Joaqm Bernardes da Costa. Itas. presentes Antonio Faustino de Castro Presente Joaqm. José de Oliveiras. No verso da folha seguinte em que se acha escripto o titulo encontra-se a seguinte averbação: Registro no livro de notas a fls. 23. Santa Rita do Paranayba 14 de Novembro de 1870. Emanoel José da Costa escrivão e escrevi.


2 – Resolução de Criação do Distrito de Paz de Santa Rita do Paranaíba

Limites territoriais

1849 - Resolução nº. 12 de 1849 

 

Criação do Distrito de Paz de Santa Rita do Paranaíba 

O presidente da província de Goiás determinou: “[...] 


Artigo 1º. Ficão creados na Freguesia de Morrinhos, Vila de Santa Cruz, dois Distritos de Paz, hum no Arraial de Santa Rita do Paranaiba, outro no Arraial de Nossa Senhora d'Abadia do Pouzo Alto. 


Art. 2º O distrito do Arraial de Santa Rita fica dividido do de Morrinhos pela fazenda do Barite (Burity) rumo direto ao sul ate o Corumba e desta mesma Fazenda em linha recta ao Norte ate a das Bananeiras, e desta em rumo certo a Barra das Salinas no rio-Meiaponte, e por este abaixo ate fazer barra no Paranahiba [...].



3 – RESOLUÇÃO DE CRIAÇÃO DA FREGUESIA DE SANTA RITA DO PARANAÍBA


RESOLUÇÃO N.º 18 DE 2 DE AGOSTO DE 1852

Antônio Joaquim da Silva Gomes, presidente da Província de Goyaz

Faço saber a todos os seos habitantes, que a Assembleia Legislativa Provincial resolveo e eu sanccionei a Resolução seguinte:

Art. 1.º - Fica creada no Arraial de Santa Ritta do Paranahiba huma Freguezia de natureza collativa, conservando a mesma invocação, que tem como capela curada, e sendo desmembrada da Freguezia de Morrinhos, município da Villa de Santa Cruz.

Art. 2.º - Os limites desta Freguezia serão os mesmos que tem como Districto de Paz.

Art. 3.º - Os habitantes da nova Freguezia construirao a sua custa a Igreja Matriz com as proporçoes necessárias, sendo provida de paramentos de seda, e alfaias para decente celebração dos offícios divinos.

Art. 4º - O respectivo Parocho vencerá a congrua que percebem os demais parochos da Província.

Art. 5.º - Só depois de satisfeita a disposição do art. 3.º que deverá ser provado de huma maneira authentica perante o presidente da Província com audiencia do ordinario será á Freguezia provida de Parocho.

Art. 6.º - Ficarão revogadas as disposições em contrário

Mando por todas as authoridades, a quem o conhecimento e execução desta Resolução pertencer que a cumprao e façao cumprir tão inteiramente, como nella se coatem. O Secretário do Governo da Província a faça imprimir, publicar, e correr.

Palácio do Governo da Província de Goyaz, aos dous de agosto de mil oitocentos e cincoenta e dous, trigégismo primeiro da independência e do Império.

Antônio Joaquim da Silva Gomes

L.S.

Carta de Lei, pela qual V. Ex. Mandou publicar a Resolução da Assembleia Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar, creando em Santa Ritta huma Freguezia de natureza collativa, conservando a mesma invocação, como acima declara

Prar V. Ex. Ver.

Aurélio Caetano da Silveira Pinto a fez.

Foi publica na Secretaria de Governo aos 2 de agosto de 1852

O Conego Feliciano José Leal

Registada no Livro de Lei as fl

Padre João Manoel de Menezes


Mapas

1 – Estrada do Anhanguera

 



2 – Estrada do Sul

 


 

REFERÊNCIAS


CÂMARA DOS DEPUTADOS – Consulta em 26/06/2026 – Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/lei-38195-29-agosto-1828-566164-norma-pl.html - consulta em 5/5/2026 - 

COELHO, Damiana Antônia e BICALHO, Poliene Soares dos Santos. Caiapó do Sul: a história de um povo indígena de Goiás. Revista Espácios. V. 37 n.17. 2016


FERREIRA, Josmar Divino e PINHEIRO, Antônio César Caldas. Santa Rita do Paranahyba: origem e desenvolvimento. História de Itumbiara. .v. 1 – Itumbiara, Edição Independente, 2009.


FONSECA, C.D. Arraiais e vilas d’el rei: espaço e poder nas Minas setecentistas [online]. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. Humanitas series, 731 p


FREIRE, N.S. Nas Barrancas de Santa Rita do Paranaíba – jogos do poder de 1830-2011. Goiânia: Kelps, 2011.


FREIRE, N.S, Casamento, embates e arranjos políticos em Goiás [manuscrito]:

uma abordagem das relações de poder na perspectiva de gênero / Nilson de Souza Freire. Goiânia: Kelps – 2015.


GOIÁS – Legislação Provincial – consulta em 26/06/2026 – Disponível https://goias.gov.br/casacivil/legislacao-do-imperio/ Leis da Província de Goiás


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Instituto Geográfico Cartográfico 1995 – São Paulo

Livro do tombamento das Paróquias da Diocese de Goiás, Histórico, Limite Provimento e Patrimônio, 1920, sob a guarda do IPEHBC.

Mattos, Raimundo José da Cunha, 1776-1839. Escritos sobre a província de Goiás : corografia histórica, itinerário, carta corográfica / Raimundo José da Cunha Mattos ; organização, apresentação, edição e notas: Cristiano Alencar Arrais ; Eliézer Cardoso de Oliveira ; Maria de Fátima Oliveira. -- Goiânia : Editora e Livraria Caminhos, 2021.


SAMPAIO, Luiz Augusto P. Legislação sobre Goiás no Reino e Império: Dom Pedro II e glossário. Goiânia: Contato Comunicação, 2011.


MORAIS, Viviane Alves de. Estradas interprovinciais no Brasil central: Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais (1834-1870). 2010. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) São Paulo.






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